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ENAEX 2018 divulga agenda de propostas para aumentar competitividade do comércio exterior brasileiro

ENAEX 2018 divulga agenda de propostas para aumentar competitividade do comércio exterior brasileiro

Debates defendem comércio exterior brasileiro como política de estado

Mantendo sua tradição de fórum de debate dedicado à defesa do comércio exterior brasileiro, o Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX 2018) reuniu cerca de 3 mil participantes, no Rio, dias 15 e 16 de agosto, para discutir o tema “Desafios para um Comércio Exterior Competitivo”. Os debatedores concluíram que o setor deveria ser tratado não como coadjuvante de políticas em conjuntura de crise, mas como política de estado, na medida em que é protagonista do desenvolvimento sustentável, gerador de empregos, rendas e inclusão social.

Organizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o encontro reuniu autoridades governamentais e empresários de todo o país, e mais uma vez deu ênfase à necessidade de medidas que propiciem aos produtos brasileiros, principalmente manufaturados, capacidade para competir em condições isonômicas com seus concorrentes internacionais, tanto no mercado externo quanto no doméstico.

“No presente cenário do comércio exterior, o futuro do Brasil é o passado”. A afirmação é do presidente da AEB, José Augusto de Castro, durante a abertura do ENAEX. Castro disse ainda que, apesar dos superávits constantes na balança comercial, o país vem perdendo mercado por exportar basicamente commodities, produtos que, além de não contarem com valor agregado, sofrem forte influência externa. “Nossos indicadores apontam queda devido à situação econômica da Argentina. Devemos fechar este ano com saldo de U$ 56 bilhões contra os U$ 67 bilhões do ano passado”, previu.

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Balança tem superávit de U$ 1,6 bi na terceira semana de agosto

Balança tem superávit de U$ 1,6 bi na terceira semana de agosto

Saldo é resultado de exportações de US$ 5,389 bilhões e importações de US$ 3,707 bilhões

Na terceira semana de agosto de 2018, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,682 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 5,389 bilhões e importações de US$ 3,707 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 12,234 bilhões e as importações, US$ 9,481 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,753 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 148,694 bilhões e as importações, US$ 111,905 bilhões, com saldo positivo de US$ 36,789 bilhões.

A média das exportações da 3ª semana chegou a US$ 1,078 bilhão, 26% acima da média de US$ 855,6 milhões registrados até a 2ª semana, em razão do crescimento nas exportações das três categorias de produtos: manufaturados (33,4%, em razão, principalmente, de aviões, aquecedores, secadores e partes, veículos de carga, óxidos e hidróxidos de alumínio, motores para veículos, tubos flexíveis de ferro e aço), básicos (25,8%, puxado por petróleo em bruto, soja em grãos, café em grãos, minério de cobre, cinzas e resíduos de metais preciosos) e semimanufaturados (1%, em razão de celulose, ferro-ligas, couros e peles, madeira em estilhas, estanho em bruto e catodos de cobre).

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Vendas de carne bovina crescem 11% e somam US$ 3,5 bilhões

Vendas de carne bovina crescem 11% e somam US$ 3,5 bilhões

China é responsável por 56% da receita e Alemanha aumentou compras em mais de 330%

Com certificado de sanidade e produzida com sustentabilidade, a carne bovina brasileira entrou em mais de 135 países, em 2017, totalizando 1,5 milhão de toneladas e divisas de US$ 6,1 bilhões. Já no acumulado de janeiro a julho deste ano, o Brasil vendeu 844 mil toneladas, acréscimo de 8,3% em comparação ao igual período do ano passado, representando US$ 3,5 bilhões (+11,1%).

De acordo com os dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os principais mercados importadores da proteína animal produzida pelo Brasil, até julho deste ano, foram Hong Kong, China, Egito, Chile, Irã, Estados Unidos e Alemanha.

O destaque do período foi a China, com alta de 56,4% (US$ 729 milhões) no valor importado do Brasil, com 158 mil toneladas (+43,8%) de carne bovina. Outro mercado comprador de relevância nos sete primeiros meses do ano foi a Alemanha, com alta de 338,4% no volume financeiro, ou US$ 133,8 milhões, o que corresponde a quase 6 mil toneladas.

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João Marchesan assume presidência da ABIMAQ/SINDIMAQ com o compromisso de fortalecer a indústria brasileira

João Marchesan assume presidência da ABIMAQ/SINDIMAQ com o compromisso de fortalecer a indústria brasileira

“A reindustrialização será nosso compromisso para os próximos quatro anos”. Assim João Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e do Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas (SINDIMAQ), abriu seu discurso durante cerimônia de posse das diretorias das entidades para o quadriênio 2018/2022, no dia 09 de agosto, na sede da associação, em São Paulo.

Marchesan expôs a preocupação de todos os empresários industriais com o fenômeno de desindustrialização que ocorre no Brasil. “Estamos exportando empregos, divisas e renda. Vamos trabalhar para que este governo ou o próximo consiga aprovar as reformas e promover os ajustes necessários na economia, porque o País ainda carece de mais investimentos. Precisamos aumentar a taxa de investimento”.

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MDIC lança nova plataforma online de consulta a dados de comércio exterior, o ComexStat

MDIC lança nova plataforma online de consulta a dados de comércio exterior, o ComexStat

Ministro Marcos Jorge participou do Enaex, no Rio de Janeiro, onde apresentou o substituto do Aliceweb

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge de Lima, lançou nesta quarta-feira, a nova plataforma que substitui o Aliceweb, atual sistema de consultas on-line de estatísticas de comércio exterior do governo brasileiro. A apresentação ocorreu durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro. O evento, organizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), reúne até amanhã representantes do governo e do setor produtivo.

Em sua fala de abertura, o ministro explicou que entre as principais mudanças da nova plataforma está o acesso direto aos dados, sem a necessidade de realizar cadastro, como exigia o Aliceweb. Outra novidade é que o ComexStat é responsivo, ou seja, funciona de desktops, tablets ou celulares.

Marcos Jorge também destacou os desafios para tornar o comércio exterior mais competitivo. Segundo o ministro, o diálogo e o fortalecimento das relações com mais de 15 países, entre eles China e Estados Unidos – importantes parceiros comerciais do Brasil –, oferecem a possibilidade de melhor acesso para as exportações brasileiras a países que representam metade do PIB mundial.

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Balança comercial: segunda semana de agosto registra déficit de US$ 277 milhões

Balança comercial: segunda semana de agosto registra déficit de US$ 277 milhões

A balança comercial brasileira registrou exportações de US$ 3,444 bilhões e importações de US$ 3,721 bilhões na segunda semana de agosto, resultando num déficit de US$ 277 milhões.

No mês, as exportações somam US$ 5,814 bilhões e as importações, US$ 5,773 bilhões, com saldo positivo de US$ 41 milhões.
No ano, as exportações totalizam US$ 142,274 bilhões e as importações, US$ 108,197 bilhões, com saldo positivo de US$ 34,077 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de agosto de 2018 (US$ 726,7 milhões) com a de agosto de 2017 (US$ 846,6 milhões), houve retração de 14,2%. Caíram as vendas de semimanufaturados (-30,3%), por conta de semimanufaturados de ferro e aço, açúcar em bruto e ferro-ligas; de manufaturados (-18,6%), devido a redução da exportação de aviões, automóveis de passageiros e açúcar refinado; e de produtos básicos (-2,9%), explicado pela redução das vendas externas de milho em grãos, carnes de frango, bovina e suína e café em grãos.

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