1- Movimentação de contêineres* do Porto do Rio Grande
fecha 2009 em alta
A movimentação de contêineres* do Porto do Rio Grande fechou
2009 com saldo positivo. Isso é o que apontou o relatório
estatístico do porto gaúcho divulgado na sexta-feira (29/01).
A movimentação passou de 607.177 Teu´s em 2008 para 627.546
Teu´s em 2009, registrando crescimento de 3,3%.
O aumento na movimentação deve-se principalmente a ampliação
do número de transbordos de cargas oriundas da Argentina e do
Uruguai que chegam a Rio Grande em embarcações menores e são
transbordadas para grandes navios que seguem para seu destino
final. Em 2009 houve um incremento de 103,2% no número de
transbordos em comparação com 2008. No ano passado foram
transbordados 55.070 contêineres, enquanto que em 2008 foram
27.100 contêineres. Para 2010, a tendência é que este tipo de
operação seja ampliada, o que reforça a intenção de Rio Grande
se consagrar como porto concentrador de cargas do Mercosul.
Além disso, com a conclusão da dragagem de aprofundamento
prevista para abril deste ano, o porto contará com uma
profundidade de 16 metros, o que gerará incremento nos
transbordos.
Além disso, ainda houve incremento na movimentação de algumas
cargas. Entre as que mais cresceram estão: resina, que atingiu
35.784 Teu´s (+91,1%), borracha, com 4.726 Teu´s (+19,7%),
Maquinário, totalizando 6.201 Teu´s (+16,5%), e peças
sobressalentes, com 7.998 Teu´s (+14,05%). A movimentação
de contêineres refrigerados também obteve alta, registrando
acréscimo de 9,97%, atingindo 73.497 Teu´s. Na área de
congelados as cargas mais movimentada foram Frango
(42.847 Teu´s), carne suína (7.229 Teu´s), maçã (5.350 Teu´s)
e carne bovina (1.657 Teu´s).
Entre as dez cargas mais movimentadas no porto rio-grandino
em 2009 estão: Tabaco (50.042 Teu´s), frango congelado
(42.847 Teu´s), resina (35.784 Teu´s), arroz (26.500 Teu´s),
carne animal (11.363 Teu´s), móveis (9.805 Teu´s), peças
sobressalentes (7.998 Teu´s), calçados (7.047 Teu´s),
maquinário (6.201 Teu´s) e maçã (5.350 Teu´s).
Em 2009 a maior movimentação mensal foi atingida em junho,
quando foram operados 64.383 Teu´s. Já a melhor produtividade
do ano passado foi alcançada em dezembro, quando foram
movimentados 88,98 contêineres por hora.
* CONTEINERES:
CONCEITO
O Container é, primordialmente, uma caixa, construída em aço, alumínio ou fibra,
criada para o transporte unitizado de mercadorias e suficientemente forte para
resistir ao uso constante.
O container é identificado com marcas do proprietário e local de registro,
número, tamanho, tipo, bem como definição de espaço e peso máximo que pode
comportar etc.
Ele foi se transformando na sua concepção e forma, deixando de ser apenas uma
caixa fechada, para apresentar diversos tipos, dependendo da exigência de
cada mercadoria.
PADRONIZAÇÃO E CARACTERÍSTICAS GERAIS
As unidades de medidas utilizadas para a padronização das dimensões dos
containers são pés (') e polegadas ("). No inglês significam feet (pés) e
inches (polegadas).
As medidas dos containers referem-se sempre às suas medidas externas e o seu
tamanho está associado sempre ao seu comprimento.
Podem apresentar-se em diversos comprimentos e alturas, porém, com apenas uma
largura.
Quanto ao tipos, podem variar de totalmente fechados a totalmente abertos,
passando pelos containers com capacidade para controle de temperatura e tanques.
As capacidades volumétricas dos containers são medidas em metros cúbicos (m3)
ou pés cúbicos (cubic feet).
Quanto à capacidade em peso, são definidos em quilogramas (kg) e libras
(pounds).
Os containers são modulares, e os de 20' (vinte pés) são considerados como
um módulo, sendo denominados ** TEU - Twenty Feet or Equivalent Unit - unidade
de vinte pés ou equivalente, e são considerados o padrão para a definição de
tamanho de navios porta-containers.
Fonte: Internet, Site: http://www.comexnet.com.br/espcont.htm
Nota do Editor
2- Porto assina escritura de área do Terminal da
BUNGE FERTILIZANTES
O superintendente do Porto do Rio Grande,Jayme Ramis, e
o gerente de Operações da Bunge Fertilizantes – Núcleo Sul, Everton
Campos, assinaram na tarde de quinta-feira (11/2), em cartório, a
escrituração de uma área de 31,9 mil hectares, no Superporto, em
nome da Bunge Fertilizantes. A área é fruto de uma permuta de
imóveis entre a Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) e
a Bunge Fertilizantes, de acordo com a Lei Estadual nº 12.119,
de 12 de julho de 2004.
A área que antes pertencia à Bunge, localizada junto ao Porto
Novo do Rio Grande, com 28,8 hectares, foi repassada à Quip,
que no local já realizou a construção da P-53 e que hoje está
implantando o canteiro de obras para construção da P-63. Já na
área que a Suprg acaba de escriturar está sendo construído o
terminal da Bunge Fertilizantes.
Esse será o segundo terminal marítimo do porto do rio-grandino
especializado na movimentação de matéria-prima para fertilizante. A Bunge
Fertilizantes, que já possui uma unidade fabril no Distrito Industrial
do Rio Grande, pretende dotar o local de uma completa infraestrutura para
operar os modais marítimo, ferroviário e rodoviário.
O projeto do terminal foi dividido em duas etapas. A primeira,
que está em execução, prevê a construção de um armazém com
capacidade para 120 mil toneladas, para operar na descarga
rodoviária e no carregamento rodoviário e ferroviário; uma
unidade de ensaque (onde o produto é colocado em sacos); prédio
administrativo, e balanças. A outra etapa, que posteriormente
será executada, compreende a construção do cais e das oficinas
e a instalação do guindaste com capacidade de movimentação de
1,2 mil toneladas/hora e das correias transportadoras. Com o
novo terminal, o Porto passará a contar com nove
terminais especializados: Tecon, Termasa, Tergrasa,
Bianchini, Bunge Alimentos, Yara Brasil, Transpetro, Copesul e
Bunge Fertilizantes.
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