Tigre apresenta potencial brasileiro em assembléia
internacional
Presidente da FIERGS proferiu palestra na República Dominicana
A Assembléia Geral da Associação da Indústria Latino-Americana
(Aila), que ocorreu em Santo Domingo, República Dominicana,
contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias
do Rio Grande do Sul (FIERGS) e do Conselho de Integração
Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
Paulo Tigre. O industrial apresentou, na tarde do último
dia do encontro (09/02/2010), a palestra “Oportunidades
Comerciais no Brasil para os Países do Centro e da América do
Sul”.
Embora a indústria tenha sido o setor mais afetado pela
estagnação da economia no ano passado (o PIB industrial
brasileiro teve uma queda de 4,5%), Tigre destacou diante de
empresários latino-americanos, em Santo Domingo, que a força
do mercado interno foi capaz de manter a reação do País
frente à crise internacional. O dirigente mostrou que não
faltam razões para se acreditar e se investir no Brasil.
Segundo estimativas da CNI, para 2010 a previsão é de que
o PIB nacional volte ao patamar anterior à crise, com
crescimento de 5,5%, com expressiva reação do PIB industrial
(7%). Segundo levantamento da Confederação Nacional da
Indústria, 62% das empresas brasileiras pretendem ampliar
suas compras de máquinas e equipamentos em 2010.
Paulo Tigre enumerou as oportunidades abertas ao investidor,
no Brasil, nos próximos anos. Opções que surgem especialmente
em decorrência das obras de infraestrutura, turismo e serviços
para a Copa do Mundo, em 2014; e os Jogos Olímpicos, em 2016;
ou na agricultura e na energia, pela expansão da oferta de
etanol e biodiesel e pela extração de petróleo. Além disso, a
melhoria do padrão da classe média brasileira provoca uma maior
demanda para indústrias brasileiras.
A apresentação do industrial na Assembléia da Aila mostrou
também a pujança do País, que atualmente se coloca como maior
produtor de minério de ferro do mundo, maior produtor e exportador
de café e de cana-de-açúcar, e o principal exportador de soja,
frango, carne e couro, e o sétimo mercado consumidor mundial.
A abundância de recursos naturais também é um fator que coloca o
Brasil como um dos principais países a se investir. Enquanto a
porcentagem de energias renováveis na matriz energética do planeta
alcança 14%, no País ela é de 45%. O País tem como base as
hidrelétricas, com 85%, enquanto as termoelétricas são responsáveis
por apenas 15%.
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