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É lamentável que a Previdência e os servidores públicos representem quase 70% dos gastos da União e, mesmo assim, o atual Governo prossiga numa contratação desenfreada de novos funcionários (foram contratados 190.000 funcionários públicos federais, desde 2003). É lamentável que o número de funcionários públicos da União em atividade já tenha ultrapassado a marca de um milhão e, mesmo assim, os serviços prestados à população continuem insatisfatórios.
É lamentável que, num país no qual apenas 10% de sua população tem mais de 60 anos de idade, haja um déficit previdenciário tão grande (R$ 42 bilhões em 2006; crescimento de 11,9% em relação ao ano anterior). É lamentável que a solução ou minimização deste problema, que é um dos maiores do país, não seja prioritária.
É lamentável que, nos últimos 13 anos, os gastos do Governo, nos níveis federal, estadual e municipal, tenham crescido, em média, o dobro do aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
É lamentável que, diante de tantos gastos, os recursos para investimentos fiquem extremamente limitados, com reflexos negativos sobre o desenvolvimento e a infra-estrutura do país.
É lamentável que a dívida pública interna tenha atingido 52% do PIB brasileiro.
É lamentável que, devido a esta dívida e a estes gastos, a avidez do Estado por recursos seja responsável pelos altos juros vigentes em toda a economia brasileira (11,25% ao ano), encarecendo a tomada de empréstimos particulares e empresariais.
É lamentável que, para proporcionar um relativo equilíbrio fiscal diante de todas as despesas crescentes do Estado, a carga tributária sobre os brasileiros tenha atingido 34,23% do PIB (já revisado) em 2006. É lamentável que esta carga esteja sufocando o setor produtivo do país inibindo o crescimento da economia e a geração de empregos. É lamentável que o equilíbrio fiscal seja obtido às custas somente do sacrifício de cidadãos e empresas.
É lamentável que o país não tenha conseguido usufruir do expressivo ciclo de crescimento da economia mundial, que vem ocorrendo nos últimos 5 anos. É, também, lamentável que o Brasil, desde 2003 (inclusive) até 2006, tenha crescido apenas 14%, valor inferior ao crescimento médio mundial de 21% e da América Latina de 19%, no mesmo período. É mais lamentável, ainda, que o tão esperado crescimento da ordem de 4,7% no PIB brasileiro em 2007, continuaria inferior ao crescimento médio mundial de 5,2% e da América Latina de 5,0%, estimado pelo Fundo Monetário Internacional para este ano.
Finalmente, é lamentável que interesses políticos e corporativos associados a excessivos gastos públicos venham deixando o desenvolvimento nacional - o fator socioeconômico mais importante de um país - em segundo plano.
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